Dicas sobre patrocínio e estratégia de lançamento

O método complexo de captação e negociação de patrocínio da Diler & Associados, empresa especializada em produção audiovisual onde trabalha Patrícia Novais – produtora e palestrante do curso – assemelha-se, em parte, com o de Bianca De Felippes. Patrícia também defende que a distribuição do produto merece um bom planejamento e varia conforme a atenção do público, o que pode ser medido através da sua participação em trabalhos promocionais.

A criação do material promocional, segundo Patrícia, parte do que ela chama “cara do projeto”, onde todo o conteúdo foi pensado para um motivo específico. Como a empresa possui uma lista de eventuais colaboradores, imprime-se apenas o necessário, já que toda vez que a ideia for vendida, a marca do patrocinador entrará na arte. Dessa forma é possível diminuir consideravelmente os gastos antes que o projeto tenha verba para ser desenvolvido.

Patrícia afirma ser bem mais barato vendê-lo pela internet. “Nós enviamos a arte por e-mail e marcamos reunião com as empresas que demonstraram interesse”. Cada logomarca anexada significa um grande trunfo para a venda do projeto junto a outras empresas, pois é eterna e não cai em domínio público. O filme com a logomarca do cliente será exibido para milhares de pessoas em longo prazo.

Outra forma de divulgação do produto gastando pouco é a parceria promocional. Promoções de estabelecimentos comerciais, rádios, e convites promocionais são ótimas ferramentas na divulgação do trabalho e são mais anunciados do que usados, o que os tornam vantajosos.

A estratégia para o lançamento é feita por meio de cartazes, display de papelão distribuído em pontos estratégicos, trailler (a melhor propaganda de um filme, de acordo com Patrícia), brinde promocional, press book pela internet com uma boa programação visual. Mas alerta: definido o circuito, exija a contagem de espectadores no primeiro final de semana feita pela distribuidora e concentre sua ação nos pontos que mais rendem.

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O mundo detrás da porta

“Venda sua ideia dando tantos argumentos quanto forem possíveis”, foi o que Marcio Motokane, coordenador artístico no Canal Futura, ensinou ao trazer a última palestra às integrantes do Mulheres da Ideia ao Projeto, sobre criação de formatos audiovisuais para TV e novas mídias. A aula foi desenvolvida na forma de um exercício prático de como apresentar um projeto para TV.

Motokane usou a alegoria da caverna de Platão para comparar a TV e as outras mídias com a caverna e o mundo lá fora, respectivamente. Essa analogia procura mostrar que a realidade está no que podemos aprender com a convivência e boas conversas em detrimento da absorção de imagens imutáveis sem o questionamento necessário. O que gera o conhecimento perfeito é rejeitar a ignorância e o comodismo e aceitar viver no mundo real e verdadeiro.

À primeira vista isso pode parecer um tiro no pé para quem trabalha com audiovisual, mas é exatamente o contrário. Ao pedir que as alunas se apresentassem em 140 caracteres, Motokane avisava: “estamos fazendo audiovisual”. Os instrumentos que usamos na comunicação diária (celular, facebook, twitter e outros) são audiovisuais que nos auxiliam no contato com o mundo externo, na apresentação da nossa imagem e modo de pensar, e fazem com que recebamos o mesmo dos usuários da nossa rede de contatos. Assim, criar um formato para apresentar sua ideia é imprescindível àquele que deseja vender um projeto em audiovisual.

O critério de estruturação do formato exige a imagem que deixe claro o significado de uma ideia somada ao conteúdo. Este conteúdo é a construção da narrativa de forma clara, inovadora e universal. Em função da arte e da materialidade adicionadas ao audiovisual nas últimas décadas, não se vê mais televisão como antigamente. Hoje em dia usamos imagens como críticas, as construímos em compartilhamento para que as amarras fiquem de fora e desfragmentamos o óbvio. O resultado deve ser sempre um produto diversificado e atrativo.

O pitching audiovisual, procedimento utilizado pelos canais de televisão para julgar ou avaliar um formato, incluindo a maneira como a ideia desse formato é apresentada ao júri, tem levado as produtoras a investirem no seu capital criativo, estreitando a relação com exibidores. Para os produtores, é a oportunidade de lançamento do seu projeto e para nossas mulheres, um modo de conhecer as ideias das colegas de curso e chegar ponto de partida para um roteiro compartilhado.

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Extra! Extra!

O curso acabou, mas o projeto não. Após um curto período de separação em que nossas conversas e ideias ficaram restritas a reuniões esporádicas e troca de e-mails, chegou a hora de apresentarmos nossos projetos para a minissérie num Pitching – Mulheres da Ideia ao Projeto.

Prepare-se! E lance sua ideia neste sábado, às 10h no Cinema Nosso.

Até lá!

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Captação de recursos

Palestra de Bianca de Felippes, no Cinema Nosso

Ter a ideia na ponta da língua e uma boa programação visual para vendê-la é a fórmula deixada por Bianca De Felippes para quem precisa captar recursos e dar partida ao seu projeto. Bianca tem várias produções no currículo e outras em desenvolvimento que dão propriedade ao seu método de sucesso. Ela estreou na produção com o filme Carlota Joaquina e a partir daí foram vários títulos conhecidos, como Pequeno Dicionário Amoroso, Copacabana, Bellini e a Esfinge e tem no gatilho Faroeste Caboclo.

Bianca considera o material promocional o “carro chefe” de seu trabalho. A parceria com bons programadores visuais é imprescindível para projetar sua ideia em direção a um dos elementos mais importantes no momento da divulgação: a visualização do que ele tem de belo. Ela conta como começa uma produção: seja filme ou peça teatral, o projeto deve movê-la emocionalmente. “Eu acredito que o que estou vendendo é muito bom, assim consigo passar o mesmo para os possíveis parceiros”, conta Bianca.

O passo seguinte é fazer o levantamento das empresas que estariam aptas a investir naquele produto cultural, marcar as reuniões e arrecadar fundos. Essas empresas devem possuir um lucro real, são aquelas que geralmente aparecem na lista das “10 mais” das revistas sobre economia. Para o Faroeste Caboclo, Bianca conta que listou 200 empresas e foi a pouco mais de 70 reuniões com as que se interessaram, apresentando um book que criou para vender a ideia.

O custo com o material promocional não tende a ser muito alto. Bianca costuma usar imagens das filmagens que geralmente já estão em andamento, possibilitadas por recursos de leis culturais em que foram aprovadas. Caso seja somente uma ideia na cabeça, prepara o material com seus próprios recursos. “Algumas produtoras querem 100% do seu negócio pago, sem nenhum tipo de contrapartida e investimento. É algo que tende, obviamente, a não dar certo”, declara.

Colocar o projeto no papel é a etapa mais importante da captação de recursos. Bianca explica que inscreve seus projetos em audiovisual na ANCINE, agência reguladora que concede a aprovação para captação. Em seguida, procura editais nos quais pode colocá-los. Ela cita o FUNCINE, fundo gerido pela ANCINE e pelo CINEP, ainda em fase de implantação no país, que será responsável pela viabilização de grande parte dos recursos a serem colocados no mercado para a produção audiovisual.

Captar de empresas privadas requer habilidade. Elas preferem projetos que sigam uma linha mais social ou ligada à comédia. Filmes de violência ou que envolvem questões de cunho sexual são menos aceitos, o patrocinador privado ainda associa o nome da sua empresa com o assunto do filme e não com o produto cultural e artístico. É preciso deixar claro que a qualidade do produto é o que traz o benefício de ter sua marca nele.

Bianca fechou a palestra falando da importância de acompanhar a distribuição do produto. Mesmo que ao final do trabalho o produtor esteja exausto, entregá-lo para a distribuidora sem conhecer seu planejamento pode ser arriscado, e aconselha: para cada projeto há um plano de negócios diferente, as verbas são diferentes, o número de cópias também. O trabalho só foi bem realizado se foi visto pelo seu público.

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Clélia Bessa e seu modo de desenvolver projetos

Chegamos no SESC-Rio para a palestra da professora Clélia Bessa cheias de idéias e personagens que viemos desenvolvendo nas aulas anteriores à construção do roteiro. Clélia dá aula de Produção I no curso de cinema da PUC/Rio e já trabalhou como produtora da TV Globo e Embrafilme. Seu projeto mais recente foi a produção da primeira websérie voltada para o público adolescente “Desenrola”.

Até os primeiros vinte minutos de aula, nossas expectativas estavam fincadas em, aproximadamente, seis personagens mulheres com personalidades distintas, cujas vidas se entrelaçavam entre parentescos, amizades e contatos no ambiente de trabalho. Mas a primeira pergunta de Clélia “sobre o que é a série e sobre o que é o projeto?” recebeu respostas diferentes. Estávamos falando muito sobre a construção das personagens e pouco sobre o desenvolvimento do projeto. Nossas ideias de estruturação de forma que o tornasse viável eram incongruentes. Tínhamos que colocar no papel estratégia, elaboração de cronogramas, custos e apoio, desde a concepção até a finalização.

Clélia explicou didaticamente que o produtor é o profissional que atua na área empresarial, capta recursos e está envolvido no projeto do início ao fim. Ele pode ser executivo, de produção, de set ou locação e também é ele quem vende a ideia aos apoiadores e, principalmente, acredita nela.

O exercício sugerido por Clélia foi estudar a proposta de quatro canais: Multishow, GNT, Canal Brasil e Discovery. Dessa forma podemos identificar em qual deles nosso projeto se encaixa e, assim, elaborar o cronograma, a estratégia e o argumento, para conseguir apoio e captar recursos. Formatar o projeto para as leis de incentivo nos permite trabalhar com mais liberdade. Podemos pensar o que quisermos na etapa de criação da série, não existe limite, desde que o resultado dela esteja no formato e programação visual que permitam a sua venda.

Mas foi uma importante sugestão que nos causou uma leve crise nas aulas subsequentes. Clélia explicou que seis personagens principais é encrenca: são disponibilizados, em média, 25 a 30 mil reais por episódio e uma série com seis personagens pede, pelo menos, duas atrizes conhecidas. Dramaturgia exige um bom ator, participações especiais de peso e três locações, no máximo.

E é aqui que começamos a exercitar o desapego. Falar do universo feminino exige habilidade e jogo de cintura fina, bem fina, nesse caso.

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O curso continua

Depois de uma longa pausa para descanso, reorganização da agenda do curso e compilação do material coletado, estamos de volta!

O Projeto Mulheres continua, agora no processo de criação e produção do roteiro para a minissérie. Teremos mais alguns encontros em abril, etapa de produção da nossa publicação final. Mas ainda temos muito o que postar: nossas aulas com as produtoras Clélia Bessa e Bianca De Felippes, a palestra com a criadora visual da Diler Patrícia Novais, e as aulas sobre Direito Autoral com Sérgio Branco e Plano de Negócios com Leonardo José.

Vamos que vamos!

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Mulheres na Banda de Ipanema

E a nossa festa foi um sucesso! Colocamos o nosso bloco no bloco da Banda de Ipanema e fomos festejar. Eis algumas fotos com os foliões sortudos que ganharam nossa camisa!

Veja o álbum completo no nosso Flickr e Facebook

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